sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A influência das cores, palavras e usabilidade em e-commerce

Interessante inforgráfico postado pela KissMetrics sobre influência das cores, palavras, organização das páginas, usabilidade em sites de e-commerce: 

Eu concordo e você? Constatou algo diferente na prática? Sim porque, teoria é importante mas a prática é fundamental.





quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Gaste com economia

Artigo interessante da Info Money. Enjoy it! 

Quando se fala de planejamento financeiro, um dos primeiros passos recomendados é saber quanto se ganha e quanto se gasta, discriminando receitas e despesas na planilha de orçamento. 

Em relação às receitas, não há segredo: pode ser o salário ou qualquer outro tipo de rendimento que a pessoa recebe. Quanto às despesas, descrevê-las também não parece muito difícil: elas vão desde os gastos básicos, com alimentação, pagamento de contas de consumo, como água, luz ou telefone, por exemplo, até as realizadas com lazer. 

Se conhecer quais são os tipos de despesas pode ser fácil, saber como gastar, sem desperdício e até economizando, pode parecer um pouco mais complicado. Afinal, conforme afirma o educador e planejador financeiro Marcos Silvestre, no livro 12 Meses para Enriquecer, equilíbrio financeiro não quer dizer apenas empatar entradas (receitas) e saídas (despesas). É preciso dar o melhor destino aos diversos tipos de pagamentos que fazemos todos os dias. 

“Dinheiro foi feito para gastar, mas de forma eficiente (exatamente o necessário) e eficaz (somente com o que interessa)”, ensina o autor, lembrando que a melhor definição para economizar é se planejar para dar um destino mais importante para os recursos que se tem em mãos. 

Gastar melhor
Para ajudar na tarefa de como realizar melhor os nossos gastos, o educador financeiro dá as seguintes orientações: 

Para economizar, terá de aprender a gastar mais: isso não quer dizer gastar mais dinheiro, mas, sim, usar as coisas que compramos até gastarem. Esse hábito dos nossos avós, que devemos resgatar, não só ajuda a preservar o orçamento, como também o meio ambiente, já que contribui para diminuir, por exemplo, a quantidade de lixo que se produz quando se jogam fora produtos que ainda têm condições de serem utilizados. 

Para conseguir economizar, é preciso saber comprar mais: como exemplo, o autor chama a atenção para o fato de as pessoas geralmente deixarem para renovar o guarda-roupa bem no meio da estação, quando podem fazer isso com antecedência e comprando em grandes quantidades, no atacado. Assim, diz Silvestre, se você encontrar preços que realmente compensem, vale a pena comprar um pouco mais. 

Se quer economizar, procure comprar do mais caro: conforme lembra o educador, o que vai determinar se um produto é mais caro ou mais barato, se vai pesar mais no orçamento, não é apenas o valor de aquisição, mas principalmente quantas vezes você vai querer e poder usar aquilo que comprou. “A conta certa é dividir o valor do bem comprado pelo número de vezes que ele será utilizado, proporcionando benefício a você”. Seguindo esse raciocínio, uma blusinha de R$ 30, considerada uma pechincha, mas que tem pouca qualidade e, por isso, só pode usada seis vezes, tem um custo de R$ 5 por ocasião que é utilizada, enquanto uma blusa de R$ 95, de melhor qualidade, que pode ser usada umas 24 vezes, tem custo de R$ 4 por uso, ou seja, 20% de diferença.

O autor também alerta para os chamados gastos supérfluos e para a dificuldade em defini-los, já que não é possível padronizá-los. Cada um de nós deve saber estabelecê-los.

Por isso, ele recomenda que se faça as seguintes perguntas antes de sair por aí gastando: 

- Se eu não fizer esse gasto agora, isso vai me fazer muita falta nos próximos seis meses? 

- Tenho o suficiente para pagar à vista, sem fazer mais uma dívida? 

- Eu creio realmente que este é o melhor jeito de gastar esse determinado valor, em comparação a outras formas de desembolsá-lo?

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

10 argumentos do gestor coxinha


Ótimo artigo da seção de negócios do site MSNBC, escrito por Liz Ryan. Quis traduzir e postar aqui. :)

10 argumentos que um mal gestor adora proferir.

Não é apenas com você que isso acontece. Esses idiotas estão em todo lugar.

Grandes gestores entendem que a relação contratante-contratado é a parte mais importante do dia a dia profissional. Eles trabalham para identificar e manter uma equipe bem capacitada, eficaz, que traz resultados relevantes. E a importância da remuneração? Bem, fica em segundo plano. A visão de que o salário é um custo é ultrapassada. Para bons gestores, a questão salário é uma parte do investimento num profissional que agregará mais do que apenas executar sua função. Por outro lado, gestores ruins fazem questão de lembrar sua equipe de que tudo se trata de salário, demissão, pressão psicológica e ameaças. Eles são ótimos em lembrar a equipe de que há sempre alguém que poderá substituí-los, que tem melhor formação, nunca fica doente, tem mais desenvoltura, mais conhecimento, mais experiências no exterior. Aquela história do “enquanto você dorme, tem um japonês estudando”, conhece? Então.

A longo prazo, o gestor ruim acaba cavando a própria cova por desmotivar a equipe, tolir iniciativas, botar pressão na turma e tornar o ambiente chato e improdutivo.

Veja as 10 frases típicas de um mal gestor e que mais desmotivam equipes no mundo todo:

1.“Eu não pago você para pensar”

É o que um mal gestor diz quando um subordinado dá uma idéia que ele não gosta. Principalmente quando essa idéia pode ser tão simples e tão boa que ameace a posição de liderança que o gestor tem ou que exija dele algum trabalho cerebral mais forte para convencer a diretoria de que aquela sugestão trará retorno. 

“Eu não pago você para pensar” às vezes seguido de “Faça apenas o que eu lhe disse que precisa ser feito” costuma ser o mantra dos que buscam status e que não tem o menor tato para gerenciar equipes. Lembre-se: A vida é curta demais para perder tempo trabalhando para alguém assim.

2.”Você não vai ter acesso ao Ebay, Facebook, Twitter, ou o que for, enquanto você estiver no trabalho”

Gestores decentes entendem que o trabalho que é pago por hora está nas fábricas, nos hangares das linhas de montagem. No ambiente corporativo, principalmente os que exigem muito mais do seu cérebro do que um procedimento repetitivo, a maneira de trabalhar é totalmente diferente. Quem trabalha com planejamento, comunicação, desenvolvimento de sistemas, pesquisas, etc, vivem, dormem e comem trabalho. E esse trabalho nunca acaba, é contínuo e, olha só, tudo bem. 

É assim quem funciona. Um sistema, por exemplo, sempre terá atualizações. Sempre haverá campanhas de marketing e de manutenção, sempre haverá diversos trabalhos chegando. Depois de trabalhar o dia todo no escritório, essas pessoas tentam viver suas vidas nas poucas horas que sobram. 

É importante que haja uma pausa curta durante o expediente, de 15 minutos ou meia hora, na parte da manhã e na parte da tarde. Nós não somos robôs, nós não somos máquinas. Grandes idéias inovadoras surgem graças a essas pequenas pausas.

3.“Isso precisa ser analisado.” (e não analisa nem dá retorno)

Praticamente significa: “Não fale comigo a menos que eu peça” ou “Não vou fazer o que você quer.”

4.“Quem deu permissão para você fazer isso?”

Há gestores que são obcecados por autoridade, hierarquia, condecorações e títulos. Esse tipo de gestor é invasivo e vai se sentir no direito de controlar a vida pessoal e a carreira profissional de seus subordinados.

5.“Pare tudo que estiver fazendo. Chegou um trabalho pra ontem!”

Todo gestor já recebeu uma solicitação de um trabalho “pra ontem” na vida e vai continuar recebendo. A diferença é que bons gestores apelam para o “pra ontem” quando a coisa é realmente importante. 

Gerentes fracos usam esse apelo todos os dias e eles têm dificuldade de diferenciar o que é urgente e o que não é. Para eles tudo é importante, tudo é prioridade. Tudo é igual. 

Uma boa resposta para esse tipo de gestor é “Claro, sem problemas. Faço como o trabalho urgente de ontem, o urgente da manhã e o urgente de 30 minutos atrás. Assim que terminar este, recomeço o urgente de ontem.”

5.“Não me traga problemas. Me traga soluções.”

Sinceramente, isso já pode ser considerado uma anedota. Essa frase começou a ser adotada na época em que as pessoas começavam a pensar em processos internos e em negócios e, tinha-se por base de que a equipe era capaz de resolver todos os problemas sem pedir por ajuda. Tudo bem, louvável. 

O problema é que ela hoje é utilizada pelos gestores como um “Cale a boca e resolva”. A verdade é que não é tão simples quanto parece. As empresas evoluíram, cresceram e são organizações complexas.

Há muito diz-que-me-disse, várias maneiras de interpretar as coisas, vários procedimentos e muitos palpites. Muitas vezes alguém da equipe não tem a resposta nem o conhecimento adequado para resolver determinados problemas. É aí que um bom gestor deve orientar. 

Passar a informação correta e clara para poder cobrar caso algo de errado aconteça. Líderes que dizem “Traga me soluções” e emenda com “foi para isso que te contratei” estão negligenciando o próprio cargo. E quem negligencia algo, não é digno daquilo.

6.“Parece que é algum problema pessoal da sua parte que você precisa resolver”

Um dos problemas mais delicados que um gestor pode um dia lidar é com um alguém da equipe bebe demais num evento da empresa e apronta algumas peripécias. Ou quando há grandes desentendimentos dentro da equipe a ponto de haver agressões verbais pesadas e falta de respeito. 

O gestor, o líder de verdade, tem a obrigação de intervir. E tem que tomar as medidas necessárias. De novo, argumentar que isso é um problema pessoal, e que ele não tem nada a ver com aquilo, é negligenciar.

7.“Eu tenho algumas coisas pra te dizer. E todos aqui se sentem da mesma forma”

Bons gestores sabem a importância que um feedback tem. E quando o fazem, procuram enfatizar os pontos positivos. Gerentes medianos não enfatizam pontos fortes, Apenas dão feedback quando há algo negativo. 

E gerentes ruins dão um toque extra de maldade, atenuando os pontos negativos e acrescentando que todos os demais também acham o mesmo que ele. Até que os funcionários acabem percebendo como ele age e percam o respeito. 

Esse tipo de gerente despreparado acredita que, dessa forma, ele vai manter a equipe em alerta. 

Um bom gestor falaria sobre questões negativas em reuniões com a equipe toda, não se dirigindo diretamente a ninguém, para resolver o problema sem diferir jabs anônimos no queixo das pessoas.

10.”Olha, você tem sorte de permanecer no emprego, viu”

A ironia sobre quem abre a boca para dizer “Você tem sorte de permanecer no emprego” é que essas pessoas não percebem que quem tem sorte de permanecer no cargo que ocupam são elas mesmas. 

Esse tipo de coisa é um grande insulto por parte do gestor e um grande sinal de falha de gestão de equipes.

 Pessoas que vivem com medo, sob ameaças, não conseguem enxergar o potencial que elas têm nem enxergar potencial nos outros. Se a maneira de gerenciar equipes do seu gestor é baseada em críticas e escrachos, e você não concorda com isso, conheço muitos outros gestores que adorariam ter você na equipe deles.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Desapegue-se da sua personalidade: Aprenda a desempenhar um papel

Post do escolapsicologia do psicologo português Miguel Lucas autor do eBook Seja um Vencedor. 


Gostaria que prestasse especial atenção à afirmação que coloco a seguir: O seu futuro não é determinado pela sua personalidade! De facto, a sua personalidade nem sequer é determinada pela noção que tem de si mesmo. Não existe nenhum código genético em si que determine aquilo que irá ser. Você é o “pensador” que determina aquilo que você irá ser. A forma como você age na sua vida, determina aquilo em que você se torna. Na verdade, nós estamos sempre a ser alguma coisa, dado que estamos sempre a expressar um determinado comportamento. O tempo/espaço que temos entre a leitura que fazemos de um estímulo e a resposta a esse mesmo estímulo, ”vive” a possibilidade de expressão do nosso eu, é nesse tempo que expressamos aquilo que somos, é nesse intervalo de tempo que aquilo que somos e a forma como pensamos tem a oportunidade de expressar-se.

A reter: A expressão do nosso pensamento materializa-se nas nossas ações e as nossas ações descrevem a nossa personalidade.

Desta forma, nós vamos sendo um construto de nós mesmos, perante a maior ou menor capacidade que temos para gerir e criar  intencionalmente os nossos pensamentos e consequentes ações. Como o pensamento é um “coisa” nossa, a qual podemos  gerir e orientar (pelo menos temos essa possibilidade), quer dizer que podemos intencionalmente determinar aquilo que somos e/ou queremos vir a ser: a nossa personalidade. Não somos indivíduos estáticos, estamos constantemente a aprender (mesmo que tenhamos pouca consciência disso). Temos essa possibilidade devido à grande plasticidade cerebral, isto permite-nos, moldarmo-nos a nós mesmos, se tivermos essa consciência, quisermos e soubermos como o podemos fazer.

Existe uma frase de expressão Inglesa, mas lapidada pelo tão célebre Sonho  Americano que transmite a noção do que descrevi anteriormente: Self Made Man

desempenhar papel


O LADO NEGATIVO DA PERSONALIDADE


A noção de personalidade pode promover más interpretações, pode promover categorizações não-adaptativas que nos podem prejudicar em alguns cenários, onde a nossa suposta personalidade não se encaixa ou estar totalmente inadequada à situação. Todos representamos imensos papéis na nossa vida: o de filho, pais, irmãos, companheiro, colega, amigo, vizinho, empregado, patrão, entre outros. Certamente, que a nossa atitude difere de papel para papel, ainda que o esqueleto da nossa identidade seja o suporte e o reservatório das  nossas expressões, iremos expressar-nos de forma distinta quando representamos os distintos papéis. Uns mais que outros, todos temos um grau de flexibilidade nas nossas acões e formas de pensar, quando maior a flexibilidade de pensamento, maior será a capacidade de adaptação e adequação nas representações da nossa vida.


A rigidez da nossa personalidade, assim como a rigidez do nosso pensamento, pode provocar-nos a “ilusão” de uma personalidade muito vincada (o que na linguagem popular, dizemos de personalidade forte). Isto não é de todo uma vantagem, evoluímos, aprendemos e adaptámo-nos, essencialmente por termos conseguido desempenhar vários papéis, por conseguirmos mudar ao longo dos tempos. Por sabermos como ser e como agir num determinado cenário. Podemos expressar aquilo que somos de forma adequada e adaptativa a inúmeras situações, com diferentes soluções, sem necessariamente deixarmos de ser aquilo que queremos vincadamente (desadequadamente) ser.   Nós não somos o nosso pensamento, nós somos aquele que pensa o pensamento. O nosso pensamento cristalizado funciona como uma âncora, não nos deixa sair do “pensamento” a que estamos agarrados. E isto pode ser uma desvantagem, é negativo na grande maioria da vezes.

DESENVOLVIMENTO PESSOAL


Talvez a realização mais importante que um indivíduo pode fazer na sua busca de crescimento pessoal é que não existe uma fórmula única que define o caminho para o sucesso. Todos nós temos metas e prioridades diferentes em diferentes alturas da nossa vida, o que significa que diferentes actividades e atitudes que vamos tendo na nossa vida, podem fazer-nos sentir igualmente bem acerca de nós mesmos quando representamos diferentes papéis. Nós também temos diferentes pontos fortes e fraquezas naturais que fazem parte da nossa forma de ser. Então, de que forma podemos nós sentirmo-nos bem sucedidos nas nossas vidas?

PERCEBA O QUE É IMPORTANTE PARA VOCÊ


Cada tipo de pessoa tem uma ideia diferente do que significa ser bem sucedido. O auto-conhecimento é um objetivo comum que nos ajuda a alcançar o sucesso pessoal. Assim, muitas pessoas estão aceitando para si a ideia de outros acerca do que significa ser ter sucesso, e isto acontece porque não têm conhecimento do que é verdadeiramente importante para elas. Isso é completamente normal, mas pode transforma-se em algo prejudicial se não tivermos os devidos cuidados. 

Todos nós, seguimos algumas pessoas que nos servem de modelos, influenciam as nossas opiniões, no entanto é importante percebermos que podem ter valores básicos que são bastante diferentes dos nossos. Se este for o caso, é importante reconhecer que a discrepância entre o que foi ensinado como sendo verdadeiramente importante  e, aquilo que pessoalmente acreditamos que seja realmente importante é devido a uma diferença de perspectiva, entre nós e o modelo.


Se nós gastamos o nosso tempo e esforço tentando encontrar alguém que nos dê a sua ideia de sucesso, e ignorarmos ou menosprezarmos as mensagens conflituosas da nossa própria mente, então por certo estaremos a traçar um caminho para o esgotamento e infelicidade. Perceber o que é verdadeiramente importante para nós é um grande passo para alcançar o sucesso pessoal.

RECONHEÇA AS SUAS FRAQUEZAS SEM SE ESCONDER ATRÁS DELAS


À medida que vamos melhorando o nosso auto-conhecimento e percebermos que os nossos verdadeiros objetivos podem ser muito libertadores, não devemos descartar as regras da sociedade em que vivemos. Devemos reconhecer que os sistemas de valor, crenças e ideais das outras pessoas não são menos importantes que os nossos. E devemos reconhecer e aceitar que vivemos numa sociedade na qual certos tipos de personalidade e comportamentos são mais adequados para determinadas tarefas. Esta é uma chave que abrirá a porta para o desenvolvimento pessoal. Existem muitos obstáculos ao desenvolvimento pessoal, mas talvez o maior de todos seja cristalizarmos aquilo a que chamamos de personalidade.


Por exemplo, há situações em que é mais apropriado e eficaz mostrar compaixão e carinho (um sentimento), em vez de uma lógica impessoal (um pensamento). Da mesma forma, existem situações que exigem o uso da lógica impessoal para melhor tomar uma decisão, na qual o ponto de vista mais subjetivo da função sentimento é inadequado e ineficaz. Pessoas com uma preferência para orientarem os seus padrões mentais através dos sentimentos poderão  ter uma vantagem natural sobre os que usam o pensamento lógico, em situações que exigem compaixão e consciência de outras emoções. Por outro lado, pessoas com uma preferência para orientarem os seus padrões mentais para o pensamento lógico terão uma vantagem natural sobre as pessoas que utilizam os padrões de pensamento sentimentais, em situações que requerem a capacidade de tomar uma decisão baseada em dados impessoais.

Dica: Arrisco a dizer que a pessoa que consegue articular-se entre os dois pólos, adequa-se melhor às circunstâncias de vida, sendo mais flexível, assertivo e consciente do seu papel a desempenhar.

À medida que aprendemos sobre o nosso tipo de personalidade e os tipos de personalidade dos outros, ficamos capacitados com uma compreensão acerca da razão porque algumas pessoas reagem de forma diferente em situações diferentes. Quando fazemos avaliações ou interpretações colocados no contexto dos Tipos Psicológicos, podemos aceitar e compreender melhor o comportamento das pessoas que são diferentes dos nossos. Estas percepções são extremamente úteis e poderosas para nós como indivíduos. No entanto, se estamos preocupados com o crescimento como indivíduos, devemos ter um cuidado acrescido para não usar o nosso tipo de personalidade como uma desculpa ou como um cliché para o nosso comportamento inadequado.


Ainda que seja útil e enriquecedor perceber que o comportamento inadequado de uma outra pessoa pode ser devido ao seu tipo de personalidade, não podemos usar o mesmo raciocínio em nós mesmos. Devemos reconhecer que o nosso tipo de personalidade tem pontos fracos, mas temos que usar esse conhecimento para melhorar esses mesmos pontos fracos ao invés de desculparmos as nossas fraquezas.

A reter: Nós não podemos ser responsáveis ​​pelo comportamento das outras pessoas, mas podemos aprender a gerir e controlar o nosso próprio comportamento.

Assim, se percebemos que alguém parece ser incapaz de tomar uma decisão impessoal que tenha de ser olhada com desapego da perspectiva humana, devemos dizer a nós mesmos: “Ah ha, aqui está alguém que tem um padrão mental sentimental. Esta pessoa comete alguns erros de raciocínio, e é por isso que se comporta desta maneira”. No entanto, se nós mesmos tivermos um padrão mental sentimental, perante uma situação que requer uma abordagem impessoal, não devemos dizer a nós mesmos “Eu tenho um padrão mental sentimental, e não posso esperar conseguir tomar decisões baseadas em factos puramente impessoais e lógicos”. Esse tipo de racionalização para o comportamento é, certamente, uma maneira fácil de sair de uma situação, mas reforça a fraqueza, tornando-se cada vez mais fraca.

Para aprofundar este assunto, pondere ler os artigos:

equilibrio


PROCURAR O EQUILÍBRIO


A maioria das falhas associadas a qualquer tipo de personalidade são resultado da cristalização e uso excessivo do tipo de função dominante da personalidade, na medida em que as outras funções secundárias tornam-se escravas  da função dominante. Embora seja natural para cada personalidade ser governada pela sua função dominante, torna-se um problema quando as funções de apoio não são levadas em consideração, ficando preteridas e impedidas de desenvolver-se plenamente por conta própria, porque estão muito ocupadas “servindo ao mestre”. Em tais casos, a nossa personalidade (nós mesmos) pode tornar-se bastante desequilibrada.


Da mesma forma, uma personalidade que se tem desenvolvido com o objetivo de servir a função dominante acima de todas as outras, muitas vezes resulta numa pessoa que está em desequilíbrio. Em casos severos, os pontos fracos são muitas vezes bastante evidentes para os outros. Um desequilíbrio tão drástico não é comum, e pode ser o resultado do elevado stress contínuo e extremo. Muitos de nós temos momentos nas nossas vidas durante os quais somos forçados ao ponto de chegarmos a um estado de desequilibro considerado grave. As pessoas que permanecem nesse estado de desequilibro por períodos alargados, podem estar a enfrentar problemas psicológicos ou problemas pessoais que necessitam de ser melhorados, e deve procurar ajuda profissional.

A saber: O mais comum é que as pessoas exibam os pontos fortes e fracos do seu tipo de personalidade. É natural e saudável que cada tipo de personalidade seja governado por uma função dominante, e que as outras funções suportem a dominante.

Não pretendo passar a ideia que as pessoas devem passar a ter outro tipo de personalidade, ou que devem alcançar um perfeito equilíbrio entre as várias funções da sua personalidade. Longe disso. Por definição, um reino precisa de um rei, e uma personalidade necessita de uma função dominante. No entanto, um reino com um rei bem desenvolvido e eficaz (a função dominante), que tem conselheiros bem treinados e educados (as funções de apoio), vai prosperar mais do que o reino governado por um rei negligente que é apoiado por assessores inexperientes.

Como podemos constatar, o equilíbrio e o sucesso são termos relativos. Eles tem um significado diferente para cada um dos tipos de personalidade (existem 16 tipos de personalidade de acordo com o teste de personalidade 16PF elaborado pelo psicólogo Raymond B. Cattell que definiu a personalidade como: “é o que permite uma previsão do que uma pessoa vai fazer numa determinada situação”.
Uma declaração usando ambos os termos é verdadeira para todos os tipos de personalidade: Equilíbrio é a chave para o sucesso.

AMPLIANDO A VISÃO E O DESENVOLVIMENTO PESSOAL


Então, como é que vamos perceber o que é verdadeiramente importante para nós? Como reconhecemos as nossas fraquezas, e aprendemos a não nos escondermos por trás delas? Como nos tornamos equilibrados? Como é que vamos ampliar a nossa visão que nos indique o caminho para o desenvolvimento pessoal e sucesso?


Não existe um guia ou um livro de instruções que nos faça ser bem sucedidos. Os  tipos psicológico são uma poderosa ajuda na nossa busca pela excelência, mas não é a solução. É um modelo que irá ajudá-lo a expandir a sua compreensão da natureza humana. Uma melhor compreensão de si mesmo e dos outros vão ajudá-lo a encontrar, seguir ou expandir o seu caminho. Uma consciência e aceitação do facto de que uma função da personalidade pode ser mais eficaz do que outra função numa determinada situação, irá ajudá-lo a compreender a relevância do crescimento pessoal para a sua vida. E isto é engrandecedor, é um oásis perante a cristalização dos nossos hábitos e formas de ser.


Carl Jung identificou um processo de crescimento pessoal que ele chamou de individuação, que é essencialmente a realização consciente do seu verdadeiro eu, para além do Ego que é apresentado pela sua consciência.


Na minha atividade profissional enquanto psicólogo e na intervenção com as pessoas que me procuram e necessitam de ajuda, implicitamente trabalho no desenvolvimento pessoal dessa pessoa. Os esforços que faço na tentativa para ajudar as pessoas a desenvolver-se, materializa-se na tentativa de fazer perceber que as suas perspectivas pessoais e ideias conscientes são apenas uma pequena parte de quem elas são, e que quanto mais elas tentam desenvolver e defender esse “eu” superficial, ainda ficam longe do seu verdadeiro eu.


Esta percepção ajuda a pessoa a tomar consciência que apesar de na vida termos determinados traços mais vincados da nossa personalidade, estes nem sempre são adequados a algumas situações e deveremos ser flexíveis o suficiente para conseguir manifestar alguns traços secundários que se adaptam melhor à situação ou ao papel que estamos na altura a desempenhar.


É imperativo, que levemos em consideração que por vezes um distanciamento de determinados traços dominantes permite-nos perspetivar alternativas aos comportamentos vincados, e ao velhos processos de racíocínio que nos inibem o crescimento e a adequação às constantes mudanças nos diferentes papéis que desempenhamos ao longo da vida.


Abraço.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Don´t Make Me Think - Updated

Nunca se falou tanto sobre usabilidade e experiência do usuário como nos dias de hoje.

O trabalho que Apple e Google vêm desenvolvendo com sua disputa iOS x Android e seus aplicativos com interfaces simples e funcionais fez com que empresas refletissem e percebessem a usabilidade, design e ergonomia de software como poderosos diferenciais.

Os conceitos do livro “Não Me Faça Pensar – Uma Abordagem de Bom Senso à Usabilidade na Web”, de Steve Krug, valem tanto para interfaces para web e offline em estações de trabalho, quanto para aplicativos nativos ou em html5 para smartphones e tablets.

A forma como o autor aborda o assunto é simples, qualquer pessoa de qualquer área pode entender perfeitamente os conceitos sobre usabilidade e boas práticas em desenvolvimento de interfaces e até mesmo como referência em simplicifações de processos e projetos de longo prazo.

Vale cada centavo. Recomendo.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Novo chefe da Nokia queria mais funcionários usando iPhones e Androids

Eis um fato curioso sobre cultura da empresa, onde concordo plenamente com Stephen Elop, o CEO da Nokia:

Post retirado do site gizmodo.com.br em 02 de junho de 2011, as 14h25
Stephen Elop, novo CEO da Nokia, tem uma tarefa tremendamente difícil: ele tem que levar a Nokia de volta aos dias de glória.

E com o Windows Phone, ele tem uma boa chance – mas como a BusinessWeek informa, o maior obstáculo dele são os hábitos antigos dos funcionários. A BW reconta o questionamento tenso feito por Elop a 11.600 engenheiros da Nokia, perguntando quantos deles usavam um iPhone ou Android. 

Poucas pessoas levantaram as mãos.
“Isto me chateia – não porque alguns de vocês usam iPhones, mas porque só um número pequeno de pessoas estão usando iPhones. Eu prefiro pessoas que tenham a curiosidade intelectual de entender com o que estamos concorrendo.”

É uma atitude corajosa e admirável. É também uma atitude necessária, se a Nokia quiser voltar ao topo. Por que não o Android, Elop? A gente já explicou há meses por que a Nokia não quis adotar o Android, mas há quem ainda ache que o Android era uma opção melhor que o Windows Phone – inclusive gente grande, como o presidente da Intel. Elop explicou aos funcionários da Nokia, na época, o porquê da decisão: Ele tentou negociar um acordo com o Google para rodar Android, mas o Google se recusou a dar à maior fabricante de celulares do mundo qualquer vantagem em relação a seus parceiros menores – ou seja, os 11.600 engenheiros da Nokia teriam quase nada a acrescentar de suas inovações ao software do Google.


 “Não parecia certo”, disse Elop aos engenheiros. “Nós seríamos apenas outra empresa distribuindo o Android. Isso não é a Nokia! Nós precisamos lutar!”

 Complementando o post com uma reflexão minha acredito, humildemente, que Elop quis enfatizar que é impossível reagir à essa queda que a Nokia vem sofrendo sem saber exatamente o que está sendo feito pelos concorrentes que se tornaram líderes.

Se os proprios funcionários não conhecem o iPhone ou o Galaxy ou o Windows Phone e seus sistemas operacionais, como eles vão desenvolver algo do mesmo nível ou até mesmo chegarem a um produto para atender uma demanda que os líderes de mercado hoje não atendem?

O X da questão é: Correr atrás da Apple apenas para abocanhar o rastro de uma fatia do mercado - utilizando Android - não é e nunca foi o feitio da Nokia. Acredito que é esse espírito de liderança que o CEO quer manter na empresa.

:)